Estrada de Ferro Piratingui – Samaritá
No dia 18 de janeiro de 1986, a Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A) apresentou à imprensa do Interior as obras da ligação Indaiatuba/Santos passando por Mairinque e São Roque, obra realizada pela CBPO (Companhia de Projetos e Obras). O embarque ocorreu na Estação de Piratingui (Itu) com destino a Samaritá (São Vicente) em um percurso de 150 km. O presidente da Fepasa, Sebastião Hermano Leite Cintra, e o superintendente regional, EliasPaiva, apresentaram aos jornalistas e radiaslistas detalhes do trecho inicial da obra entre as estações Helvétia (Indaiatuba) e Guaianã (Mairinque).
O jornalista André Luiz Boccato (Neco) assinou a reportagem “Trecho Piratingui-Samaritá; Fepasa e CBPO apresentam obras à impresa do Interior”. Eu também vivi essa experiência pela Rádio Universal de São Roque na primeira viagem de trem.
A remodelação previa na segunda etapa a implantação de bitola mista (terceiro trilho), entre a Estação Guaianã à Baixada Santista. permitindo que os trens de carga de Araraquara e Baurú (bitolas largas) tivessem aceso mais rápido ao Porto de Santos. “Um investimento de 33,4 milhões de dólares proveniente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Com a linha toda operando livremente, o corredor Uberaba-Santos aumentará em 70% os transportes de carga na região”, disse o presidente da Fepasa.
Com a abertura dessa variante (trecho para melhorar as condições técnicas do traçado original) ocorreu a necessidade da construção da nova estação do Guaianã porque o novo traçado não atendia a Estação de Mairinque.
“Para São Roque as obras não trarão benefícios diretos, pois em nada mudará o sistema operacional da Estação de Canguera que continuará operando normalmente. A Fepasa tem em mente desviar o tráfego de cargas da região metropolitana”, disse o presidente da Fepasa, que esperava que a obra fosse concluída em um ano. Por sua vez, o superintendente regional prometeu para que Estação de Brigadeiro Tobias seria transformanda em terminal de carga sofisticado, onde será implantado entre outras coisas, um terminal derivado de petróleo e um armazem alfandegário.
No Brasil a construção de rodovias tem prioridade quando se trata de investimentos ferroviários. A Fepasa enfrentou uma série de problemas até que a empresa estatal, criada em 1971 para incorporar uma série de ferrovias foi extinta em maio de 1998 e incorporada à Rede Ferroviária Federal. Hoje, a variante Boa Vista (Campinas)/Guaianã faz parte da Malha Paulista (4.186 km) administrada pela Rumo Logística, a maior operadora de ferrovias de carga do Brasil com 13,5 mil quilômetros de ferrovias no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins
