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Campinas sedia Congresso sobre a Síndrome de Down, na Expo D. Pedro, com representantes de 19 países e 1.200 congressistas

Congressos Iberoamericano e Brasileiro, em Campinas, de 19 a 22 de novembro

“Eu tenho Síndrome de Down, e daí?”. Esse título, intencionalmente provocativo, denomina o evento que une o IX Congresso Brasileiro Síndrome de Down e o VII Congresso Iberoamericano Síndrome de Down de 19 a 22 de novembro, em Campinas, na Expo D. Pedro (Avenida Guilherme Campos, 500 – Bloco 2 – Jardim Santa Genebra).

José Francisco Kerr Saraiva, médico cardiologista e membro do Conselho Curador da Fundação Síndrome de Down (FSDown), com sede em Campinas, informa que estarão presentes no encontro por volta de 1.200 congressistas entre ⁠educadores, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, médicos e o pessoal da saúde de uma maneira geral.

O Congresso reunirá participantes de dezenove países da Iberoamérica que fazem parte da Federação Iberoamericana de Síndrome de Down, além de brasileiros, criando um ambiente rico em diversidade e troca de experiências.

O evento é promovido pela Fundação Síndrome de Down (FSDown ), Asociación Iberoamericana de Síndrome de Down (FIADown) e a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD). Maiores informações clique aqui.

“O mais importante é que pessoas com Down irão participar ativamente das sessões. Será um congresso muito inclusivo com uma ampla abordagem sobre essa condição genética e permanente que acompanha a pessoa ao longo de sua vida”, acrescenta Saraiva.

Durante os quatro dias serão levantados tópicos importantes como emancipar a pessoa com Down dentro da sociedade. “Isso é perfeitamente viável por meio de uma educação inclusiva e um treinamento da sociedade para receber e conviver com essas pessoas. Discutiremos também o envelhecimento saudável e a prevenção das doenças que mais acometem essas populações”, complementa.

O cardiologista frisa que pessoas com Síndrome de Down podem desenvolver autonomia, estudar, trabalhar e participar plenamente da vida social. “No entanto – contrapõe o cardiologista – tudo fica mais difícil com o preconceito estrutural que recai sobre as pessoas com Down. Esse preconceito é observado na empregabilidade, mobilidade, geração de renda e inclusão social de uma maneira geral. Daí o título ‘Eu tenho Síndrome de Down, e daí?’, para provocar mesmo”.

Kerr Saraiva adianta o Congresso na Expo Dom Pedro destacará a importância da participação da sociedade e de entidades públicas e privadas no processo de inclusão. Falará sobre parcerias com o mundo universitário, que envolve alunos voluntários em projetos de extensão universitária para dentro da Fundação Síndrome de Down.

Afirma que não deixará de enumerar as premiações que esses alunos receberam de instituições públicas como o da Secretaria de Estado de Abastecimento e Agricultura pelo programa de dieta saudável em pessoas com Down.

Vander Luiz

São-roquense, radialista e jornalista

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