PRÉ-CANDIDATOS 2016

Ricardo Rios pré-candidato do PPS a prefeito

O contador e professor universitário Ricardo Rios, 38 anos, sempre se interessou por política tanto que foi presidente do PSDB de São Roque e candidato a vereador, mas tinha se afastado nos últimos anos. A ideia de ser candidato a prefeito de São Roque partiu de um grupo de pessoas que nem eram ligadas à política.

Ricardo Rios pré-candidato do PPS a prefeito de São Roque
Ricardo Rios pré-candidato do PPS a prefeito de São Roque

“Pensamos em criar uma ONG, alguma coisa para ajudar a cidade. Algumas pessoas que já participaram da política começaram a se juntar e veio a sugestão de repetir com o médico James Munhoz a parceria do São Roque Clube”. Ricardo é o presidente do clube e James o vice-presidente.

ENTREVISTA COMPLETA COM RICARDO RIOS

“Se eleito São Roque vai ter dois prefeitos. Se o povo não quiser assim voltaremos para as nossas vidas. Eu e o James estamos estabelecidos. Queremos vencer, mas não a qualquer custo porque depois você tem que pagar a conta”.

Por ter um vice deste o início, Ricardo admite que possíveis coligações ficaram mais difíceis. “Recebemos propostas e conversamos com os outros candidatos. O nosso propósito e fazer uma política diferente de tudo que tem aí. Para fazer isso temos que manter os nossos princípios. Para fazer aliança sempre há negociações e a gente não abre mão do nosso caminho”.

O interesse pela política surgiu quando ainda era criança e acompanhava o tio Antonio Carlos Pereira Rios que foi vice-prefeito de São Roque em três mandatos. A primeira vez com o prefeito Zito Garcia (1989/1992) e duas vezes com Efaneu Nolasco Godinho (1997/2000 e 2005/2008).

Disse que houve a possibilidade de se unir ao pré-candidato tucano Cláudio Góes. “Mantenho um bom nível de relacionamento com todos. São pessoas que convivi embora possamos pensar diferente em determinados momentos”. A conversa mais recente foi com Luís Guilherme Campos de Oliveira, pré-candidato do PSOL a prefeito.

Ricardo Rios se coloca como uma terceira via para o eleitor. “Nem o que está aí e nem o que foi. Porque todos os candidatos que se apresentam já foram políticos ou representam políticos no caso do Cláudio Góes que tem o ex-prefeito Efaneu por trás dele”.

Admite que é mais conhecido na região central e que está percorrendo os bairros. “O fato de não ser conhecido significa que não estivemos o tempo todo ao lado da velha política que tanto as pessoas querem mudar. Mas sou professor na faculdade há mais de 10 anos com alunos de todos os bairros. A nossa campanha é trabalho e sola de sapato porque dinheiro não temos”.

Como prioridade de governo estabelece o tripé saúde, educação e desenvolvimento econômico. “A educação na cidade está com índices baixíssimos, escolas em péssimas condições e precisamos inserir outras disciplinas como educação financeira, educação para o turismo e idiomas. Temos que preparar as nossas crianças para o mercado de trabalho lá na frente”.

“A vocação de São Roque é o turismo. O Roteiro do Vinho está bem desenvolvido, mas precisamos de outros olhares para atrair turistas para a Capela do Santo Antonio, pedreira e Morro do Saboó. Fortalecendo a cidade não obstante as pequenas indústrias não poluidoras. A saúde nem se fala com postos abarrotados, três meses para uma consulta, três meses para o exame”

No entanto, não confirma se James Munhoz seria o diretor de saúde em um eventual governo. “Se não for estará ao nosso lado nessa questão de rede básica de saúde”.

Espera que a campanha seja voltada para o programa de governo. “Eu gostaria de discutir projetos. O nosso plano de governo está escrito e estamos dividindo por áreas e chamando especialistas. No entanto, temos ânimos acirrados e parece até com ódio em certos casos. Isso infelizmente pode levar a uma disputa baixa onde todos perdem porque são pessoas da cidade, tem família aqui. Não vejo com bons olhos”

Ricardo não concorda com o discurso de que a oposição está dividida e isso privilegia quem está no poder. “As pessoas que falam isso ficam citando pesquisas onde o prefeito sempre está muito mal avaliado. Não vi nenhuma pesquisa e não acredito em nenhuma porque falam coisas absurdas. Caminha para que tenhamos candidatos com chances iguais e a população vai ter a possibilidade de analisar o plano de cada um, a índole de cada um”.

Criticou a briga que se formou entre os candidatos para pegar partidos. “É lamentável. Além do PPS temos o PMN e o PT do B. O PHS foi retirado do nosso lado para passar para outras mãos. Partidos trocando de mãos como se troca de camisa. A nossa chapa de vereadores tem 43 candidatos e apenas dois, o Zé Balaio e o Juca Bala, foram políticos. São pessoas da comunidade cansadas com o que está por aí e querem mudanças”.

Vander Luiz

São-roquense, radialista e jornalista

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