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O tricampeonato do Brasil e o primeiro mundial em 1930

Em clima de Copa do Mundo, o Arquivo Vivo revive os três primeiros títulos do Brasil em uma época de ouro do futebol canarinho. Por sinal, uma canarinho que cantava/jogava bonito que nada tem em comum com o atual Canarinho Pistola. Antes do tricampeonato (1958, 62 e 70) e uma mostra de como o primeiro mundial (1930) foi noticiado no suplemento Semanal Illustrado que tinha a tiragem de 105.350 exemplares e distribuídos aos assinantes por 123 jornais em todo o Brasil, inclusive O Democrata.

Em 1930, uma briga entre Rio de Janeiro e São Paulo impediu a participação dos jogadores paulistas. A exceção foi Araken Patusca que estava brigado com o Santos e assinou contrato com o Flamengo para a disputa do mundial. O Brasil não passou da primeira fase, perdeu da Iugoslávia (1×2) e ganhou da Bolívia (4×0). O Uruguia garantiu o título da primeira Copa do Mundo ao ganhar da Argentina por 4 a 2.

O Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo por dois motivos: bicampeão olímpico (1924 e 28) e o centenário da primeira constituição do país. A ideia de realizar a Copa do Mundo ganhou força após o futebol ter sido excluído da Olimpiada de 1932. Por isso, ao levantar a taça, o Uruguai foi aclamado como tri-campeão mundial.  Em quase cem anos, muita coisa mudou no futebol. A começar pelas posições do jogadores em campo que eram em inglês: goal-keeper (goleiro), backs (beques/zagueiros), half-backs (médios/médio de campo), forwards (avançados/atacantes).

foto 1. Semanal Illustrado encarte no Jornal O Democrata (———): convocação da Seleção Brasileira somente com jogadores do futebol do Rio de Janeiro, Niterói e Campos

Foto 2. Em 1958, O Democrata dedicou a primeira página à conquista do primeiro título mundial na Suécia. “A festa tornou-se um autêntico Carnaval com as bandas Carlos Gomes e Liberdade, fanfarras do Bar Esporte e Grêmio União Sanroquense e o Paulistano que apresentou dois mascotes uniformizados

Foto 3.  Em 1962, o bicampeonato no Chile. “tinha-se a impressão que explodia um depósito de munições na Praça da Matriz de tantos fogos pelos ares, tantas bombas a espoucarem no alto, tudo em perfeita ordem, não se verificando nenhum incidente desagradável”

Foto 4. Em 1970, a consquista definitiva da Jules Rimet. “Do descredito de muitos a confiança e alegria de todos… pra ser franco, até que a final foi tranquila”. Brasil 4 x 1 Itália

 

 

Vander Luiz

São-roquense, radialista e jornalista

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