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Políticas públicas. Vereador Rodrigás ouve reivindicações da região do Granada em evento da Campanha da Fraternidade

ENTREVISTA VEREADOR RODRIGÁS E PADRE FRANCISCO SILVA

A convite do vereador Francisco Rodrigues Cardozo (Rodrigás) fui o mediador de um encontro ocorrido na tarde deste domingo (14), no salão paroquial da Igreja Santo Expedido (Vila Granada), em Mairinque, com moradores da região para se discutir políticas públicas e ouvir reivindicações dos moradores.

 A região é uma das populosas de Mairinque com vários bairros, demandas no setores de saúde, segurança, educação, transporte público, lazer e das dificuldades de ir e vir com a duplicação da rodovia Raposo Tavares que isolou o bairro, obrigando os moradores a realizar longos percursos até que se encontre um retorno.

A iniciativa do encontro foi do padre Antonio Carlos Ribeiro, pároco da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, com base no tema da Campanha da Fraternidade deste ano que trata de políticas públicas.

Foi discutira uma agenda propositiva para os bairros Vila Granada, Vila Barreto e região. Os trabalhos foram abertos e encerrados pelo padre Francisco Silva.

Rodrigás se comprometeu a analisar todos os pedidos e fez questão de deixar claro que não pode apenas fazer promessas, que o vereador muitas vezes não tem força suficiente conseguir soluções, principalmente, quando se refere ao governo do estado. No entanto, prometeu empenho e que em breve estará trazendo respostas para todas as demandas apresentadas.

Um dos temas mais comentados foi sobre a necessidade de alça de acesso na rodovia Raposo Tavares.

Rodrigas disse que nos próximos dias deverá ocorrer uma audiência com o secretário dos Transportes e que seria muito importante conseguir trazer as autoridades estaduais para o local para que conheçam de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores.

Disse que sempre esteve à disposição de todos os moradores de Mairinque e que é preciso que se tome certo cuidados quando se discute os problemas do município. “Existe política, mas também infelizmente também tem a politicagem”.

REIVINDIDAÇÕES

A primeira manifestação popular foi de Fátima Reina que citou as dificuldades encontradas pelos familiares de autistas que vão desde atendimento médico para a constatação da síndrome e tratamento até falta de locais de estacionamento, atendimento preferencial e perturbação sonora causada por fogos de artifícios.

Fátima tem uma neta autista e fica revoltada com a falta de ajuda das autoridades, além de citar que Mairinque possui mais de uma dezena de famílias que enfrentam as mesmas situações.

Pedro Cornélio destacou a necessidade de procurar todos os deputados estaduais para que sejam conquistadas emendas diante das dificuldades orçamentárias de Mairinque.

Débora Fabrício lamentou a situação enfrentada pelos moradores com relação à linha intermunicipal entre São Roque e Mairinque. Atualmente os ônibus não passam mais pela avenida Angelina Perrote Caramante, paralela à rodovia Raposo Tavares e que está em péssimo estado de conservação.

A moradora disse que a situação causa transtornos aos usuários que são obrigados a grande deslocamento em região sem iluminação. Ela gostaria que o ônibus pudessem entrar mais no bairro para atender os moradores da parte alta.

Moradora há décadas do Granada, Débora criticou a falta de uma alça de acesso na Raposo Tavares fazendo com que os moradores da região procurem cada vez mais o serviços e o comércio de São Roque.

Além disso, comentou sobre as dificuldades para agendamento de consultas na rede municipal mesmo em caso de doenças que precisam de atendimentos periódicos. Disse que pensa em se mudar para São Roque porque “Mairinque não é mais a cidade presépio que conheceu”.

O ex-vereador Jorginho da Esperança disse que a comunidade deve se unir em entidades como Sociedade Amigos de Bairros, mas que os dirigentes, embora tenham o direto de se candidatar a cargos públicos, não devem ter esse único objetivo.

Questionou sobre a necessidade do aumento de segurança na região com a instalação de uma base da Guarda Municipal e também voltou a falar da alça de acesso.

Douglas Guimarães buscou informações sobre o CRAS (Centro de Referência e Assistência Social) da Vila Barreto que ainda não entrou em funcionamento por falta de equipamentos e funcionários e lamentou as dificuldades encontradas para o desenvolvimento de políticas sociais.

Roque Amaral (Roque Granada) falou do abandono do prédio do posto de saúde em Dona Catarina e da precária situação da rodovia Mário Covas que liga Mairinque à Castello Branco.

Cobrou uma maior fiscalização da Prefeitura, legislativo e poder judiciário, além de lamentar que em muitos projetos critérios técnicos são deixados de lado fazendo com que obras públicas apresentem sérios problemas com pouco tempo de uso quando se referiu à rodovia Mário Covas.

O jovem João Marcos fechou a participação popular pedindo a volta de cursos profissionalizantes para estudantes e citou o Projeto Pérola do qual fez parte e que foi importante na sua formação. Sugeriu ainda parcerias com empresas para que Mairinque volte a ter um hospital.

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