Mairinque tem novas ações para coleta de óleo de cozinha usado

 

Todas as escolas municipais, estaduais, técnicas e particulares de Mairinque estão prontas para a entrega voluntária de óleo de cozinha usado.

O óleo usado é transforma em biodiesel deixando assim de poluir os rios locais e passa a contribuir com a educação ambiental de crianças e jovens, além mobilizar a família.

O programa pretende transformar Mairinque em um modelo de logística reversa do óleo de cozinha usado e as últimas ações tem mostrado o potencial de engajamento do município.

Para incentivar a reciclagem, na Semana do Meio Ambiente de Mairinque foi realizada uma ação de troca de óleo usado por óleo Liza com a arrecadação de 3,5 mil litros de óleo usado.

A campanha faz parte do Programa de Meio Ambiente nas Escolas, do Instituto AUÁ emparceria com a Preserva Recicla, óleo Liza da Cargill com o apoio da Prefeitura de Mairinque, Saneaqua, ETEC, Associação Comercial de Mairinque e Óleo Sustentável.

 

Crianças de Mairinque aprendem cedo o valor de preservar o meio-ambiente com a coleta de óleo de cozinha usado

A próxima ação de troca de óleo será dia 31 de julho a partir das 9 horas na Vila Barreto, na avenida Purificação Ramos, número 20.

A cada dois litros de óleo de cozinha usado será trocado por uma garrafa de óleo novo (900 ml). A ação reverte em dinheiro para as associações de pais e mestres e projetos escolares.

“Para participar é muito fácil. Basta esperar o óleo de cozinha usado esfriar e com a ajuda de um funil colocá-lo em uma garrafa pet que quando cheia pode ser levada em uma escola de Mairinque.

Com essa simples atitude, você dá vida nova a um resíduo transformando-o em matéria prima para produtos sustentáveis”, orienta Fernando Janizello analista de sustentabilidade da Cargill.

Programa de coleta de óleo usado pretendente transformar Mairinque em referência

PROJETOS DESENVOLVIDOS

Na Escola Municipal Márcio de Camargo tudo começou quando com a renda proveniente do óleo de cozinha sendo usada em um horta.

Sem espaço físico suficiente foi criada uma hora suspensa com custo zero a partir da utilização de sarrafos, galões de produtos de limpeza, terra  e esterco de um estábulo próximo à escola.

“Como a ideia é conscientizar os alunos, mas também suas famílias, decidimos que todos iriam plantar na horta. Enquanto, as hortaliças cresciam, as professoras trabalharam o aprendizado ambiental com as crianças e na colheita cada um levou as alfaces para casa, preparando o alimento junto com seus pais”, conta a Giovana Alves, assistente de direção e responsável pelo projeto.

A equipe não para mais de inventar ideias, como o “cupom de incentivo para arrecadar óleo”, em que cada 500 ml entregue pela criança reverte em um cupom para concorrer a uma cesta de alimentos.

“Tudo é custeado com a renda que recebemos da arrecadação do óleo, em um ciclo sustentável”, diz Giovana.

“Na Escola Municipal Jovelino dos Santos as atividades lúdicas permitem que aos que se autoconhecerem e se sentirem como integrante do ecossistema. Afinal, eles desempenham um papel essencial para manter a fauna e a flora”, conta a diretora Silmara Luiza Sanches Cobello.

O projeto desenvolvido  a partir da coleta do óleo usado é transversal. O meio ambiente é abordado em rodas de conversa, contação de histórias, redução do desperdício de água na escovação dos dentes e de alimentos na hora da merenda. Além das turmas do maternal cuidarem e regarem as mudas de ipês na escola.

Segundo Silmara, os alunos aprendem a cuidar, reutilizar, evitar desperdícios e desenvolver habilidades que serão importantes para um futuro mais harmônico.

No Dia do Meio Ambiente (5 de junho), por exemplo, os alunos receberam pedaços de troncos de árvores, simbolizando queimadas e desmatamentos. Houve discussão em grupo e a origem de novas árvores formadas com as partes de troncos unidas, equivalendo a um reflorestamento.

Vander Luiz

São-roquense, radialista e jornalista

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